trabalho de conscientização sobre os riscos do cigarro eletrônicos

 

Publicado em: 25/08/2026 09:30

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A Secretaria Municipal de Saúde de Clevelândia está realizando um trabalho de conscientização sobre os riscos do cigarro eletrônico entre estudantes da rede estadual de ensino. A ação será realizada em todos os colégios estaduais do município, levando informação e orientação diretamente aos adolescentes.

As palestras são conduzidas por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, entre eles psicóloga, assistente social e farmacêutica. No Colégio Estadual Abílio Carneiro, a atividade contou com a participação da Farmacêutica Jaqueline e da Psicóloga Maria Isabel, que abordaram os riscos e consequências do uso dos cigarros eletrônicos, conhecidos também como vapes e pods.

Durante os encontros, os estudantes são alertados de que o cigarro eletrônico não é inofensivo. Os dispositivos podem conter nicotina e outras substâncias que podem causar dependência, além de estarem associados a problemas respiratórios e cardiovasculares e à exposição a substâncias tóxicas, incluindo metais pesados. A Anvisa também destaca riscos como bronquite, DPOC e EVALI, uma lesão pulmonar associada ao uso de produtos para vaporização.

Venda de cigarro eletrônico é proibida no Brasil

Outro ponto importante é que a comercialização de cigarros eletrônicos é proibida no Brasil. A Anvisa mantém, desde 2009, a proibição da fabricação, importação, comercialização e propaganda desses dispositivos. A regra foi reforçada pela RDC nº 855/2024, que também proíbe a distribuição, o armazenamento e o transporte para fins de comercialização.

Agosto Branco reforça a importância da prevenção

A mobilização acontece dentro das ações de conscientização do Agosto Branco, período dedicado à prevenção e à conscientização sobre os riscos relacionados ao tabagismo e ao câncer de pulmão. A iniciativa também se aproxima do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto e instituído pela Lei Federal nº 7.488/1986.

Levar esse debate para dentro das escolas é fundamental. A adolescência é uma fase de descobertas e formação de hábitos, e o acesso à informação de qualidade pode contribuir para que os jovens compreendam os riscos e não sejam levados pela falsa ideia de que o cigarro eletrônico é uma alternativa segura ao cigarro convencional.