PREFEITURA MUNICIPAL DE CLEVELANDIA

O MUNICIPIO

HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE CLEVELÂNDIA

Desde o século XVII, sabia-se da existência de extensos campos ao sul do Iguaçu, separados de Guarapuava por um sertão de poucas léguas de largura à margem daquele rio. As primeiras penetrações nos Campos de Bituruna, hoje Campos de Palmas, ocorreram quando as bandeiras paulistas tentavam atingir as regiões de Goyo – En  (rio Uruguai) e citam ao ataque das Missões do Uruguai. Em 1.759, ao proceder-se a demarcação da fronteira, eram evidentes os sinais do domínio português na região de Palmas. Varias expedições foram organizadas com o objetivo de explorar o território e descobrir um caminho que ligasse as campos de Guarapuava com o norte do Rio Grande do Sul.

Em 1.839 as bandeiras de Joaquim Ferreira das Santos e Pedro de Siqueira Cortês, oriundas de Guarapuava, penetraram no sertão e alcançaram os campos de Palmas, dando início à fundação de fazendas. A disputa pela primazia do local conquistado trouxe a desarmonia entre os dois grupos, havendo, então, a necessidade de um árbitro para demarcar as terras de cada um. A 28 de maio de 1.840, chegaram ao lugar da contenda dois árbitros, Dr. João da Silva Carrão e José Joaquim Pinto Bandeira, vindos de Curitiba. As terras em litígio foram divididas pelo Ribeiro Caldeiras: as de Pedro Siqueira Cortês para o oeste (Alagoas ou lagoa) e as de Joaquim Ferreira dos Santos para o leste (Arranchamento velho).

Dois fatores dificultavam grandemente os esforços dos primitivos ocupantes do lugar. De um lado, a pretensão argentina de estender os limites de seu domínio territorial; de outro, a hostilidade permanente dos indígenas. Em 1.895, foi resolvida a questão das Missões, graças à arbitragem do então Presidente da República dos Estados Unidos da América do Norte, Grover Cleveland, que reconheceu como território brasileiro a vasta região dos campos de Palmas.

O povoamento dos campos de Palmas de Baixo, onde hoje se localiza o Município de Clevelândia, data da época da Guerra do Paraguai, quando foi destacada uma força de Guarda Nacional para guarnecer a fronteira. Com o prolongamento da Guerra, os alojamentos provisórios das praças transformaram-se em habitações permanentes, as quais foram aumentando e dentro de alguns anos constituíram o arraial. 

A freguesia foi criada com a denominação de Bela Vista de Palmas pela Lei Provincial nº. 789, de 16 de outubro de 1.884. A 28 de junho de 1.892 (Lei nº. 28), teve predicamento de vila, recebendo a denominação de Clevelândia, pela Lei nº. 862, de 29 de março de 1.909, em homenagem ao Presidente Cleveland, árbitro solucionador da questão Brasil – Argentina. Com a criação do território Federal do Iguaçu pelo Decreto – Lei nº. 5.812 de 13 de setembro de 1.943, o Município de Clevelândia passou a integrá-lo. Extinto o território, o Município voltou a pertencer ao Estado do Paraná (Decreto – Lei nº. 533, de 21 de novembro de 1.946), sendo reintegrado no dia 30 do mesmo mês e ano.

O Município de Clevelândia compõe-se dos distritos: Coronel Firmino Martins (Rincão Torcido) pela Lei Municipal nº 376,  e São Francisco de Salles (Campo Alto) pela Lei Municipal n°377.

Clevelândia é sede da Comarca, criada pela Lei Estadual nº. 2.489, de 06 de abril de 1.927.

Criação: Lei nº. 28 de 28 de junho de 1.892.

Instalação do Município em 28 de junho de 1.892.                                              

 

DADOS GEOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DE CLEVELÂNDIA

 

 

I – LOCALIZAÇÃO:

O Município está situado na Zona Fisiográfica do Iguaçu, região sudoeste do Estado do Paraná, tendo uma área de 701,5234 km2, encontra-se a 400 km da capital do Estado. Limita-se ao Norte com o município de Mangueirinha; Honório Serpa, Coronel Domingos Soares, ao Oeste com Mariópolis e Pato Branco; ao sul com o estado de Santa Catarina; a Leste com Palmas. Sua posição geográfica tem como coordenadas 26º24’15’’ de latitude sul e 52º20’23’’ de longitude W. GR, localizada no terceiro planalto paranaense com uma altitude de 950m acima do nível do mar.

 

II – SOLO:

O solo Clevelandense compõe-se de:

67%  Polosólico Bruno Álico.

27%  Latossolo Bruno Álico.

6%   Rochas, Turfas, etc.

 

III – CLIMA:

O Município localiza-se em região de clima frio. As temperaturas médias observadas durante o ano são de 5,2ºC no inverno, 23ºC no verão, sendo a média das compensadas de 13,6ºC. Possui clima saudável seco, bastante frio nas estações hibernais, quando se observam geadas freqüentes e, por vezes nevadas, agradável no estilo.

 

IV – POPULAÇÃO:

Pelo último censo de 2.010, o município conta hoje com uma população de 17.232  habitantes, sendo 14.756 na zona urbana e 2.476 na zona rural.

 

V – VEGETAÇÃO:

A vegetação do município de Clevelândia, é formada de campos com vegetação  nativa e rasteira (pastagem nativa), algumas áreas com pastagem formada com plantio de diversas variedades de gramas, interrompidas por bosques com vegetação de porte médio. É comum a existência de pinheiro brasileiro (araucária). Existem matas de vegetação de grande porte, onde predominam: imbuía, cedro, pessegueiro bravo, canela, soita, erveira, guajuvira, angico, cabriúva, araucária, etc. Existem reflorestamentos essenciais de nativas (pinheiro, erva, bracatinga) e exóticas (eucalipto, pinus).

 

VI – HIDROGRAFIA:

O Município possuí uma rede hidrográfica muito extensa, de aproximadamente 1.100Km, considerando 10 microbacias hidrográficas trabalhadas. Tem-se em torno de 500 km de cursos d’água permanente. Correspondente a quase 50% da área do município. Desta rede citamos os principais rios: Chopim, Capivaras, Joaquina, Banho, Brinco, São Francisco, Rondinha, Lontras, Pato Branco, Passo do Leão, etc.

QUEDAS D’ÁGUA: Rio Chopim com 3 quedas, sendo a mais importante a Salto Claudelino, onde está localizada uma Usina Hidrelétrica que fornece energia para a industria de Óleos Vegetais OLVEPAR; Rio São Francisco com uma queda localizada próxima a rodovia PR 280.

SERRAS: Serra da fartura, localizada no Distrito Coronel Firmino Martins, divisa com o Estado de Santa Catarina.

ILHAS: Ilha Grande, localizada no Rio Chopim, à margem da estrada que liga Clevelândia a Mangueirinha.

 

VII – FAUNA:

A fauna silvestre nativa existente nas florestas do Município de Clevelândia, nunca foi estudada convenientemente, assim como não se conhece com profundidade a influência humana sobre a rica fauna existente, mas se que muitas espécies foram completamente extintas e outras foram introduzidas. A principal causa da extinção das espécies foi certamente e desmatamento intenso verificado no período do extrativismo vegetal (madeireiras, colonização), até o presente, impulsionada pela instalação de monoculturas agrícolas aliado ao uso indiscriminado de defensivos agrícolas e caça predatória, praticada sobre tudo nos primeiros tempos de colonização. É importante registrar que a grande maioria das espécies existentes atualmente, foram observadas somente nas reservas florestais ainda existentes no município.

 

VIII – POVOAÇÃO:

Os primeiros povoadores eram descendentes de portugueses e elementos indígenas, mais tarde vieram os colonos procedentes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e também madeireiros oriundos de diversos estados do Brasil. Atualmente a população e predominantemente formada de italianos, seguida de mestiço, alemão, português, turco, polonês, espanhol. Os primeiros povoadores que temos notícia foram; Hermógenes Carneiro Lobo, Manoel Ferreira Bello, José de Lima Pacheco.

 

Relação Prefeitos desde a sua Emancipação:

 

1 Diogo de Souza Bello 1.892 – 1.896

2 Pedro Ferreira Bello 1.896 – 1.900

3 Domingos Ferreira Pacheco 1.900 – 1.904

4 Major Sansão Carneiro 1.904 – 1.908

5 José Júlio Cleto da Silva 1.908 – 1.910

6 Pedro Ferreira Maciel 1.910 – 1.920

7 Lydio Albuquerque 1.920 – 1.923

8 Fancisco Kastner 1.923 – 1.924

9 Dr. Piragibe de Araújo 1.924 – 1.925

10 Estevão R. Nascimento Jr. 1.925 – 1.929

11 Antonio da Rocha Loures 1.929 – 1.930

12 Manuel Lustosa Martins 1.930 – 1.936

13 Marcelino Prestes 1.936 – 1.939

14 Ótavio Francisco Mattos 1.939 – 1.940

15 Dr. Rubes Benetti 1.940 – 1.941

16 Major José Scheleder 1.941

17 Antonio Augusto Patittuci 1.941 – 1.943

18 Tenente Luíz José dos Santos 1.943

19 Dr. Antonio Anibelli 1.944 – 1.945

20 Crescêncio Martins 1.945 – 1.951

21 Dr. Sinval Martins Araújo 1.951 – 1.955

22 Dr. Sinval Martins Araújo 1.955 – 1.959

23 Jesuíno de Siqueira Bello 1.959 – 1.964

24 Dr. Arival Antonio Zardo 1.964 – 1.969

25 Dr. José Guerreiro de Paula 1.969 – 1.973

26 Idevaldo Zardo 1.973 – 1.977

27 Nelson Eloi Petry 1.977 – 1.983

28 Idevaldo Zardo 1.983 – 1.988

29 Antonio Celso Bortolini 1.989 – 1.992

30 Sadi Fazolo 1.993 – 1.996

31 Idevaldo Zardo 1.997 – 2.000

32 Vanderlei Luiz Spinelli Valerio 2.001 – 2.004

33 Vanderlei Luiz Spinelli Valério 2.005 – 2.008

34 Ademir José Gheller 2.009 – 2.012

35 Alvaro Felipe Valério 2.013 – 2.016

36 Ademir José Gheller 2.017 - 2.020

 

IX – INDÚSTRIA EXTRATIVAS E DE TRANSFORMAÇÃO:

Indústria de Óleos Vegetais, Indústria de Carrocerias, Indústria de Malhas, Indústria de Jeans, Ind. de mesas para bilhar, Ind. de Café, Ind. de Cerâmica, Ind. de Calçados, Madeireiras, Fabrica de Móveis, Fundição, Ind. de Máq. para madeiras, esquadrias Metálicas, Artefatos de Xaxim, Artefatos de Cimento, Artefatos de Funilaria, Ervateiras, Carvoeiras, Moinhos, Construção Civil.

 

X – PRINCIPAIS PRODUTOS AGRICOLAS:

Os principais produtos agrícolas do Município de Clevelândia são: soja, milho, trigo, aveia branca, aveia preta, extração erva-mate, frutos, olerícolas, arroz, tomate, fumo, azevém, cebola, vassoura, cana-de-açúcar, alho e girassol.

 

XI – PECUÁRIA:

A pecuária clevelandense tem sua estrutura básica na criação de bovinos, suínos, ovinos, caprinos, equinos, avicultura, piscicultura e bubalinos. O Município é pioneiro na criação do gado Charoles, no Estado do Paraná. 

 

XII – BAIRROS:

 

Centro, São Sebastião, Anita Pacheco, Santa Terezinha, Araucária, Soledade, Almoxarifado, São Luiz, Aeroporto, Bela Vista, Estrela, Eapi, Industrial, Jardim Brasilia, Vale do Sol, Camifra, Bom Jesus, São Joaquim, Vila Operária, Vista Alegre, Santo Antonio, Nelson Eloy Petry, Sinval Martins de Araújo, Claret, Rosa Branca, Goitacas.